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De portas abertas para o Mundo


A Sagrada Família de Nazaré teve que viver a experiência da rejeição no início do seu caminho. Significa isto que, de acordo com a Bíblia, Jesus, Maria e José experienciaram o que significa deixar a sua terra natal: ameaçados pela sede de poder, foram forçados a procurar  refúgio noutro país. Partindo desta premissa, a professora Marília Taveira decidiu, durante o mês de dezembro, abordar em algumas das suas turmas da escola de Villars-Vert, o tema dos refugiados, da Interculturalidade/inclusão e dos Direitos Humanos.  

A atividade iniciou-se com a apresentação da obra “Um Menino bateu-me à Porta”, de Manuela Castro Neves e  ilustração de Ana Granado, seguida de um momento de reflexão e de discussão das principais ideias da obra em estudo. De seguida, os alunos do  nível A2 viram e ouviram a mesma história no canal Youtube, enquanto os alunos do nível  B1 assistiram à história na plataforma educativa RTPEnsina, narrada em simultâneo por Inês Castel-Branco, em Português, e Ana Filipa Alves, em Língua Gestual Portuguesa. Posteriormente, a história foi explorada e trabalhada com trabalhos em origami feitos pelos alunos.

Naquele que seria um dos momento mais marcante para os alunos, teve lugar a exibição de dois vídeos  divulgados pela Unicef, apresentando a história de duas meninas que, curiosamente, têm o mesmo nome: “Malak” (Anjo). 

Malak, a criança refugiada da Síria, que com apenas 7 anos teve de fazer a perigosa travessia do Mar Mediterrâneo, entre o norte de África e a Grécia. Malak, mais uma menina que perdeu os seus pais na terrível guerra do Afeganistão.

Os alunos ficaram, especialmente, sensibilizados com a história da pequena órfã de voz doce e com o sofrimento da perda estampado no rosto. Um sorriso com lágrimas, que nos despedaçou o coração! O seu olhar foi mencionado em várias aulas, não nos saindo da cabeça, não deixando ninguém indiferente! O olhar de Malak ensina-nos a valorizar a Vida!

Portugal colocou-se à disposição para o acolhimento de refugiados, posição esta, que a meu ver, honra a tradição portuguesa de hospitalidade. Neste sentido, foi com este propósito que assistimos a um excerto do programa “É urgente o amor” apresentado por Catarina Furtado, em que ficamos a conhecer uma família de refugiados que reside em Portugal e que foi surpreendida com exemplos de várias formas de amor, de verdadeira empatia, do exercício da gratidão. 

Professora Marília Taveira 

(Texto adaptado)